05 abril 2010

UNILEVER ... X ... SOCIEDADE RURAL DO PARANÁ

Achei no mínimo intrigante, o belo e complexo selo comemorativo, em azul e amarelo, designado para a figuração gráfica dos 50 anos da Sociedade Rural do Paraná, sediada no parque de Exposições Ney Braga em Londrina (PR).


Em meu Sistema de Crenças (imperfeitíssimo, a bem da verdade...) parece haver se "inspirado" na intrigante logomarca "SAMBA DO CRIÔULO DOIDO ISTÁILE", da multinacional UNILEVER, uma capitular feita da vigésima primeira letra do alfabeto latino.

No caso, um "U", formado por mais ou menos uns 35 ou 40 nano-ícones, cada um deles, representando uma área de GRANDE interesse da gigante planetária de alimentos e cosméticos .

Bom, ao menos, EU acho que o selo comemorativo dos 50 anos da Rural, foi "inspirado" na logomarca da multinacional UNILEVER, confira nesta Anatomia Comparativa:


Tudo bem, vai? A inspiração, em se tratando do planeta Design Gráfico, é mesmo recorrente e as citações, fazem parte do processo de várias ações e isso até serve para "categorizar" determinado grupo de identidades corporativas, basta observarmos os rótulos de vinhos, especialmente os de determinada região qualquer.

É o Zeit-Geist operando e até aí, nada demais.

Mas achei o resultado, (ainda que muito divertido, afinal, trata-se de uma verdadeira feira-livre visual, o próprio desígnio da "Rural", para os íntimos!), um decalque assaz "perfeito" e nada criativo, considerando que selos, em geral, são concebidos para figuração efêmera:

Finda a efeméride, despachêmo-lo ao E-limbo, para todo o Sempre, AMÉM!
No caso do Selo da Rural, até mesmo os nano-ícones gráficos que formam o numeral "5" e o "ZERO", possuem exatamente as mesmas relações escalares, justamente, para poderem preeencher o contorno do selo, formando a decimal 50 referentes ao Jubileu, numa operação de gestalt simplificada.

(e como estamos mudérrnos, não? "Jubileu", fór éqzãmpoul, está -ou anda- deletado do dicionário, quem diría?...).

A Sociedade Rural do Paraná, em Londrina, é feita por gente séria e comprometida. 

São ruralistas, agricultores, pecuaristas e um sem-número de outras atividades do Agribizznes, que ficam muito, mas extremamente chateados quando, por exemplo, algum Sem-terra lhe considera sua, a propriedade que não lhe é.

Como designer, também fico chateado como eles, em ver isso:

Esse selo que não é, pois em termos de semiótica, isto é classificado com uma apropriação indébita ou "excesso de citações", prá dizermos o mínimo.

Ou seja, é um Com-Terra... se apropriando de seara alheia.

Mais sorte da próxima vez, já que conheço muita-muita gente que é associado da Rural, (tenho bons clientes de lá, desde o longínquo ano de 1989...), incluindo amigos sociais pessoais, pessoas boníssimas e extremamente capazes, naquilo que se propôe.

Exceto no gosto musical, sofrível e raso, mas daí, paciência...

No ramo do design gráfico, ficaram me devendo.

E estão em débito.

E vou cobrar.
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PS: Eu já tinha ficado MUY INTRIGADO no antes, por conta de outros selos e de outras "logomarcas" locais, como estas duas puladinhas de cerca aí abaixo, com evidente migração de cromossomos via DNA. Temos massa criativa o bastante, prá dar de lavada em meio mundo brazilis. Ou até talvez... até ando achando que não, não temos mesmo tudo isso, não, viu ?
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